Antes de as máquinas fotográficas se tornarem comuns, os fotógrafos e cientistas usavam a luz, a água e a química para captar o mundo que os rodeava. A minha aula de cianotipia no Porto apresenta-te um dos mais belos desses processos: uma técnica de impressão do século XIX que utiliza a luz do sol para transformar plantas, objectos e negativos fotográficos em imagens de um azul profundo da Prússia sobre papel. Os resultados são sempre surpreendentes, sempre únicos e feitos inteiramente pela tua mão.
A sessão tem lugar no Túnel, um centro criativo no Porto onde mais de 15 artistas trabalham e criam todos os dias. Vais revestir o papel com uma solução sensível à luz, dispor os objectos, plantas ou negativos que escolheste numa composição e deixar que a luz do sol faça o resto. Quando as impressões são lavadas com água, a imagem aparece quase como que do nada, um azul rico que parece mais mágico do que químico. O processo é simples, sem pressas e genuinamente absorvente do princípio ao fim.
O que vais aprender
🔵 A história e a ciência por detrás do processo de cianotipia
Como revestir o papel com uma solução sensível à luz
Como compor e dispor objectos, plantas e negativos para impressão
Como a exposição à luz solar e a lavagem com água revelam a imagem final
Como fazer experiências com contraste, textura e composição no papel
O que está incluído:
🌿 Todos os materiais, produtos químicos e equipamentos
Plantas, objectos e materiais para criares as tuas composições
🌿 Orientação completa de Ivan da Silva durante toda a sessão
As tuas impressões de cianótipo acabadas para levares para casa
O que levas
Um conjunto de impressões azuis originais feitas por ti com luz solar, obras de arte únicas que não podem ser reproduzidas porque não há duas sessões de cianotipia que produzam o mesmo resultado.
Sou Ivan da Silva, fotógrafo e artista que trabalha principalmente com processos analógicos e químicos. O que me atrai em técnicas como a cianotipia é a mesma coisa que me faz trabalhar com sistemas analógicos: as falhas fazem parte do trabalho. Ao contrário dos processos digitais, onde os sistemas são em grande parte fechados, os processos químicos e analógicos deixam vestígios de si próprios na imagem, e é nesses vestígios que acontecem as coisas mais interessantes.
Não precisas de ter experiência prévia em fotografia ou gravura. Se tens curiosidade sobre a luz, o processo e o prazer de fazer algo que não poderias ter previsto, este workshop é para ti.